Meu amor

às vezes passa-se isto:

pensando em ti…

como é possível eu arranjar uma necessidade que na verdade não tenho. criar a necessidade de te ter porque isso não é perigoso, porque na verdade não estás livre e na verdade não te posso ter. será isso? será que eu gosto mesmo de ti? ou será que criei a ilusão de gostar de ti? porque podia e não corria riscos… não corria o risco de te ter realmente? e se viesses até mim…: eu gosto de ti. agora estou livre. queres namorar comigo? o que é que eu fazia? eu dizia. namorar não, mas quero ter-te como meu amor 🙂

um amor para sorrir à vontade, para ser verdadeira e dizer o que me apetece do género, gosto de ti, és lindo, hoje quero-te mesmo muito, para te abraçar e piscar o olho, poder falar e conversar fundo, poder tocar e sentir-te, poder olhar. ter-te como meu amor é ter permissão para isso tudo. é essa a única diferença entre seres uma pessoa como as outras e ter-te como meu amor. é só ter permissão para ir um bocadinho mais longe e ser quem sou, contigo. e ser quem sou significa ir um pouco mais longe e fazer-te ver que gosto de ti. à vontade! as outras pessoas não precisam de ser meus amores porque ser quem sou com elas não significa ir mais longe. porque não quero. não tenho vontade. contigo tenho.

e a diferença entre seres meu amor e seres meu namorado é que sendo meu amor faço o que tenho vontade e não sou obrigada a nada. não sou obrigada a ir contigo para todo o lado, não sou obrigada a dar-te a mão, a despedir-me com um beijo, a falar contigo todos os dias, a dizer-te coisas da minha vida, a contar-te a minha vida, a apresentar-te como meu namorado, a amarrar-me a ti, a não olhar para outras pessoas, a não ter outros como meus amores também. e mais que tudo isto!: é não obrigar-te, a ti, a fazeres tudo isto. pior do que ser obrigada a ir contigo para todos os lados, é obrigar-te a ires comigo para todos os lados, pior do que ser obrigada a contar-te a minha vida é obrigar-te a contares-me a tua, pior do que ser obrigada a apresentar-te como meu namorado é obrigar-te a apresentares-me como tua namorada, pior do que cumprimentar-te e despedir-me sempre com um beijo é obrigar-te a fazeres isso e pior do que amarrar-me a ti é obrigar-te a amarras-te a mim e é obrigar-te a não teres outros como teus amores! por isso não quero ser tua namorada.

então isto não é criar uma necessidade que não existe em mim. eu gosto de ti. e por isso, eu quero, na verdade quero, agora que estás livre e não apenas quando não podias. não é criar uma necessidade porque não é querer o fruto proibido. agora que estás livre, mesmo assim quero. e se me vieres perguntar se eu te quero eu vou dizer que sim! mas como meu amor e poder ser contigo o que sou realmente e poder ir mais longe sem correr nenhum risco 🙂 e está. e se pouco a pouco tiver vontade de fazer tudo aquilo que no início seria obrigada a fazer se fosse tua namorada… então faço… e não corro risco, só nessa altura, não correrei o risco… porque é por opção. e não vai dar a sensação de ser demasiado. demasiada entrega. ou, na verdade… entrega falsa.

mas mesmo assim, por favor!, não me trates por tua que eu também não te trato por meu. meu amor pode ser, minha namorada não! porque amores há muitos e namoradas há só uma. porque amor é algo e namorada é alguém. posso dar-te amor, mas não me posso dar-te a mim.

 

e assim fica tudo resolvido.

 

(e os o’s são substituídos por a’s e os a’s substituídos por o’s, onde o masculino se puder transformar em feminino e vice-versa. e serve a todos)

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