The art of discarting

ok ok ok!! i have to talk about this!

 

é uma cena que… tipo… muda a vida de uma pessoa. ~__~ estou falando sério.

e o que é isso? um método de arrumação.

sim, é só.

 

estava a passear na livraria quando um pequeno livrinho me chama a atenção, não pela capa (demasiado vazia e sem sentimento para um livro que toca tanto o coração mesmo estando nós a falar de arrumações e objetos e espaços) mas pelo título: ‘arrume a sua casa, arrume a sua vida’.

 

normalmente consigo perceber perfeitamente quando tenho mesmo mesmo mesmo de comprar alguma coisa. este livro era, tinha a certeza, o que precisava no momento.

e levei-o, apesar de ser super caro para um livro tão pequeno mas enfim… e então o que se revelou? uma preciosidade. à medida que ia lendo aquilo ia fazendo tanto e tanto sentido. não era algo que se esperaria de um livro de arrumações onde normalmente se apresentam várias técnicas, vários truques que não interessam a ninguém a não ser ao próprio autor do livro que faz daquilo a própria profissão.

e então um sorrisinho nos lábios ia-se desprendendo à medida que lia frases do género:

é como uma revelação súbita – então é assim que sempre quiseste ser dobrada! – um momento histórico em que a sua mente e a peça de roupa se conectam.

nunca amarre os colãs, nunca faça bolas com as meias. (…) ‘olhe para elas com atenção. deviam estar a descansar. acha realmente que elas conseguem descansar assim?’

ajoelho-me no chão no centro da casa e dirijo-me mentalmente à casa.

e não foi só a revelação desta técnica tão simples e eficaz que me deixou feliz. foi também o facto de perceber que existe alguém capaz de escrever um livro deste género, sujeita a muitas críticas, acredito, por parecer ser uma teoria de alguém que se lembrou um dia que podia ser assim e não de outra fomra qualquer. sim, às vezes há partes do livro em que pensamos: mas o que é que esta rapariga está para aqui a dizer? mas a verdade… é que faz sentido. e é por isso que este método tem sucesso. porque funciona e faz sentido apesar da estranheza da linguagem. e não só. a estranheza também surge do sentido que usamos para aplicá-lo. não é através da lógica é através do coração, daquilo que nos faz sentir bem. e o mais interessante: não apenas a nós, mas também aos objetos e à própria casa.

 

acho que ninguém está habituado a perguntar-se a si próprio se um determinado objeto parece feliz. ou um espaço. mas a verdade é que resulta. a verdade é que eles têm dois estados: o feliz e o triste.

 

e tudo se conjuga perfeitamente. se o objeto e a casa estão bem, eu também estou.

 

então o método tem duas fases:

– deitar fora o que já não interessa

– arrumar o que ficou

 

esta transformação tem de ser feita num único ato de preferência ou o mais rápido possível para que os efeitos sejam mais visíveis e intensos.

existem dois tipos de arrumação – a arrumação diária e a arrumação acontecimento especial. (…) o propósito deste livro é inspirá-lo a enfrentar o ‘acontecimento especial’ ao pôr a sua casa em ordem o mais depressa possível.

 

também há uma certa ordem de arrumação: primeiro as roupas, depois os objetos sem valor sentimental e por fim os objetos com valor sentimental, como as fotografias.

 

como escolher os objetos que ficam e os que vão? como fazer a seleção? é muuuuito simples. escolhemos uma roupa por exemplo e pegamos nela. dá-me uma sensação de alegria? sim? fico com ela. não? deito fora.

depois de escolhidos os objetos é hora de arrumá-los. como? segundo a autora do livro basta perguntarmos à nossa casa e ela saberá a resposta xD não experimentei isto… mas… é claro que é verdade. porque é óbvio que seja assim. mesmo parecendo que somos nós a escolher, na verdade é a nossa casa. é o espaço que sabe.

 

e porque é que isto muda muita coisa em nós? principalmente porque temos de fazer escolhas a todo o momento. faz-me sentir bem? sim? não? e muitas vezes nós não estamos habituados a isto. por isso é que fomos acumulando mais e mais porque não queríamos tomar uma decisão. é desconfortável. e difícil. mas não! só se torna reamente difícil se a nossa cabeça interferir muito. e isso é o que acontece na maior parte das escolhas que fazemos todos os dias para coisas grandes e pequenas. mas não é preciso pensar muito. ‘não vou deitar fora porque foi uma prenda de anos muito especial’, ‘porque foi muito caro’, ‘porque ainda está novo’, ‘porque pode servir para andar por casa,’ ou ‘porque posso vir a precisar’. tretas. só temos de pegar e perceber se me trás uma sensação de alegria. se sim, fica, se não, vai. simples. e deixar ir. agradecemos o tempo que nos serviu e deixamos ir. bem… que alívio! e que grande admiração por no final restarem tão poucas coisas. mas agora sinto-me bem no meu espaço. sei o que gosto. sei fazer escolhas segundo o meu little heart e sei o que tenho, não me esqueço das coisas.

isto obriga-nos a fazer escolhas e esse mecanismo torna-se mais evidente à medida que vamos avançando e damos por nós a pensar: ‘como é que eu não tinha percebido que isto já não me interessa minimamente? porque é que continuava a usar?’ e este pensamento e sensação alastra-se a outras coisas: pessoas, situações, caminhos. é mesmo assim.

 

queria finalmente partilhar uma forma de arrumar a roupa tão eficaz e que fica tão bem nas gavetas. em vez de guardar a roupa em pilhas, guarda-se na vertical. e isto é… OMG! nunca pensei gostar de dobrar e arrumar roupa, mas é verdade! primeiro porque estou a arrumar roupa que realmente gosto e depois porque fica super lindo e as camisolas e calças e calções parecem mesmo felizes quando abro a gaveta.

quais as vantagens?

– o guarda-roupa/gaveta ficam mais coloridos
– dá para ver a roupa toda de uma vez!!! e não nos esquecemos de nenhuma
– poupa espaço
– é um prazer e super divertido dobrar a roupa desta forma (quase parece origami)
– tudo parece mais arrumadinho

– a roupa parece mais feliz e agradece!

 

nós também!

 

estes vídeos não são da autora do livro mas seguem o método dela: konmari method! 😀

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