Onde está o novo?

São os juices da moda, as dietas, os superalimentos, as selfies, os chakras e a espiritualidade, a crise e a corrupção, a música americana, as marcas de roupa, a bershka, a zara, a intimissimi, a parfois, a women secret, as pessoas, as modas delas, as roupas, as formas de andar, AS FORMAS DE FALAR, copiadas!, o ser social, o ser anti-social, o turismo, o empreendedorismo, o diferente, o especial, o revolucionário, as viagens e voltas ao mundo, as fotografias de viagens, as crónicas dos egos, o dizer certeiro e sem papas na língua, o ‘bom’, de boa qualidade, o ‘olha para mim’, como eu faço tão bem o que os outros são incapazes de fazer, o viver em stress, o viver o momento, os momentos especiais com os amigos, as vidas dos outros e os dramas socias, a minha vida e o drama da minha vida, starbucks e marcas gigantes que já enjoam, peças de indivíduos mas copiadas de tantos, tudo igual, os ramos de flores perfeitos, o acordar, o ir dormir, o acordar, o ir dormir, o que tenho que comer todos os dias, o sushi, o sashimi, as saladas, os biológicos, as embalagens, o vegetariano e o vegan, os estudos, as escolhas, o certo e o errado, as religiões antiquadas, os programas de culinária, aquilo a que temos de dar ouvidos, as críticas e os debates, os outros contra os outros, os outros contra mim e eu contra os outros, o delicado e o não delicado, o sensível e o insensível, os fados, o tradicional e o tradicional reinventado, a ciência absoluta e quadrada, os espiritualismos sensacionalistas, a música brasileira, a música indie, o zumba, o kizomba, o olhar pra fora é que é bom, o olhar pra dentro é que é bom, o sexo viciado, as sensações viciadas, as emoções repetidas e velhas, as emoções arrancadas à força, o saudável e o pouco saudável, a boa vida, o bom vinho, o à beira-mar, as boas paisagens, as musiquinhas tranquilas e ligeiras, tão ligeiras que até enjoa, o ‘gosto’ e o ‘não gosto’, o partilhar, a individualidade e o coletivo, a comunidade, a tranquilidade, a vontade de dizer tudo numa só palavra, a vontade de querer mostrar ao mundo o que sei, o que já sei, o que descobri, a falta de vontade, a humildade e a falta dela.

tudo isto me farta tanto. e repete-se tantas vezes, não é nada novo! nada! nada! nada! e o mundo vai assim sem saber como, mas repetido. sem saber como e, por isso, repetido. o mundo não sabe como ir.

como é possível não saber como? como é possível não querer saber?

e o pior é que a tendência é exponencial. o mundo está-se a fechar dentro dele próprio e um dia vai implodir. esse dia será sagrado e o facebook é o culpado. obrigada.

queremos ir atrás de quê? queremos provar o quê? queremos fugir de quê?

um dia o ‘novo de fora’ vai estar saturado e a novidade vai estar dentro, sem ser preciso remates e edições. a frescura vai nascer. e será espontânea. sem voltar atrás.

o mundo vai mudar tão depressa que vai parecer estagnado. só a frescura interior salva.

sem ‘querer’. sem ‘desejos’. sem ’esforço’. sem ‘memória’.

e já não queremos a ‘liberdade’ nem o ‘novo’, porque AQUILO existe agora, sempre.

é fácil.

 

(as janelas estão a abrir-se, toda a gente sabe de tudo, nada é mais escondido, nada é mais desconhecido, nada é novo! não haverá pel’o’ que buscar, pel’o’ que procurar) 😀

strange? no!! the ‘newness’ will born for the first time!

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