O que é sempre

Sim, vejo muitas vezes à minha frente um mar. Um mar único. Sem expectativas e simpático por isso. Um mar que não me sustém mas um mar cujas ondas se fundem comigo por isso não há forma de me afogar. Eu sou o mar. É aí que muita coisa acontece. Não é que possa acontecer. Não é assim que funciona. Acontece. Não há potencial. As coisas são e pronto. Isto tudo dá-me esperança, mas, novamente, esta esperança, está na minha memória. Só quando esta esperança deixar de ser uma memória e deixar de se chamar ‘esperança’ para passar a chamar-se ‘isto’… ou nem isso sequer… é que as coisas são.

Eu quero que as coisas sejam. As coisas são. Tudo é, sempre.

 

É assim:

Há uma conexão. Há várias conexões a serem descobertas.

É este o jogo.

Eu sinto. E tu? Também sentes? As mãos podiam ser dadas mais vezes. Mais facilmente. Sem proibições. Sem vergonhas. Eu quero, eu dou. Afinal o que significa dar a mão? Só isso. É só fazer uma conexão que tem mesmo de ser feita naquele momento. Tudo pede. Nós é que evitamos e mais tarde o sonho vai tornar-se muito, demasiado intenso. Qual sonho? O que me conta o meu desejo por ti. O mundo grita-nos: vai! Mas nós dizemos que não, porque não queremos ser abanados.

O coração

Parece que todos os dias tenho de fazer o meu coração bombar. Dizem que ele é autónomo, que está ligado ao sistema nervoso que o faz bombar sozinho, mas não é verdade. Quem lhe dá energia somos nós e o mundo. Se a vida cá fora sorri para ele, ele sorri de volta e é bem capaz de pular e tudo. Se a vida cá fora é aborrecida ele fica letárgico. E se fôr dura, ele contrai.

24h

É uma riqueza que só se revela aos olhos mais atentos, aos corações mais sensíveis, às mentes mais curiosas, às almas mais humildes para admitir que há algo mais para além destas 24h. Para os menos atentos a vida é um rolar de 24h. E outra vez e outra. A vida é mais que isso, mas atenção! Ela revela-se nessas 24h. O que muda somos nós. O que muda sou eu. Se nos acharmos já completos não estaremos abertos a mais. Mas há mais.

Admites isso? Consegues admitir?

Tightness

Don’t be too tight.

It is not creative.

It is obsessive.

It gives you no vision.

It isolates you.

It makes you believe it is not possible.

It brings you something old. Again and again.

It brings you back. Again and again.

 

Mesmo nos teus gestos, na tua forma de andar, nas tuas palavras, nas tuas roupas. Don’t be too tight.