Pequenos almoços e lanches

Numa altura em que decidi cortar, ou pelo menos reduzir, o consumo do leite, farinhas refinadas e por isso o pão, iogurtes e ovos, descobri que pouco ou nada me restava para preparar um bom pequeno-almoço e lanche. Com isto reduzi bastante o peso e as minhas refeições da manhã e meio da tarde ficaram limitadas às papas de aveia e fruta. Muitas vezes nem comia nada porque estava farta da pouca variedade e não me apetecia fazer nada mais elaborado. Por isso é mais que normal que tenha emagrecido muito. Para além destes cortes também diminuí bastante o consumo de carne e peixe às refeições principais. Mas neste caso sempre havia muita variedade e comia sempre, uma vez ou outra, frango ou peixes, principalmente.

Com estas alterações percebi como o meu corpo funciona e o que é melhor para ele. Com estes cortes penso que consegui uma melhor relação comigo própria, maior clareza mental, melhor concentração, menos dores de barriga e cabeça, menos angústia emocional, melhor humor. Penso que o que mais contribuiu para esta mudança positiva foi deixar o pão e diminuir o consumo de carne. No entanto não eram raras as vezes que me sentia sem energia e um pouco fraca. Então decidi que poderia comer tudo mas com algumas limitações à mesma. O leite não volto a beber, os iogurtes e ovos são biológicos de preferência, o pão é feito em casa com boas farinhas e de massa lêveda sempre que possível e o frango também de campo de preferência. Os doce e açúcares nunca foram um problema para mim já que não sou muito apreciadora (mas na verdade depois da alteração que fiz, comecei a exagerar na fruta e penso que não é também uma boa alternativa). Os cereais comprados e demasiado doces não entram.

Várias vezes me questionei em relação a esta obsessão em relação à alimentação que se está a verificar em todo o lado. Pensei que fosse uma moda que rapidamente iria passar e uma fase da qual me iria cansar. Pois, mas das vezes que decidi ignorar estes cuidados, os sintomas de mal estar voltavam e assim percebi perfeitamente que esta preocupação fazia todo o sentido. Não era uma ilusão da minha parte. Os alimentos estão realmente contaminados e são pobres. É preciso ter cuidado sim, da maneira como está a agricultura cheia de químicos, a produção animal em massa e em tristes condições e a poluição de uma forma geral.

Então comecei a fazer as minhas experiências e a perceber o que funciona e o que não. Pequenos almoços e lanches são a minha principal preocupação. Uma boa refeição para estas alturas tem de me encher o estômago!!, tem de ser minimamente saudável e que me dê força, tem de ser boa e não pode demorar muito tempo a fazer nem com ingredientes demasiado caros ou raros. Com todos estes requisitos, encontrei algumas receitas que me enchem as medidas…

É muito importante para mim alternar entre refeições doces e salgadas. Também é muito importante não me limitar a receitas fixas e alterar os ingredientes consoante aquilo que se tem em casa (apesar de ser bom ter uma receita base) e também é importante balancear os hidratos de carbono e proteínas.

 

Há várias categorias base possíveis: as papas de cereais, batidos, iogurtes, omoletes e ovos mexidos, fatias de pão de massa lêveda, panquecas, sopa de miso com cereais.

Há vários ingredientes base: aveia, arroz integral ou semi, millet, trigo sarraceno, iogurtes, pão, ovos, leite vegetal, fruta, vegetais, algas.

Depois pode-se sempre enriquecer tudo com frutos secos, granôla, canela, cacau, coco ralado, raspa de laranja ou limão, fruta cozida, mel, patês e doces e por aí fora…

Às vezes é útil ter algo já preparado na dispensa ou congelado, como por exemplo a granôla, o pão ou o leite vegetal para ser mais rápida a preparação.

 

🙂