O que é sempre

Sim, vejo muitas vezes à minha frente um mar. Um mar único. Sem expectativas e simpático por isso. Um mar que não me sustém mas um mar cujas ondas se fundem comigo por isso não há forma de me afogar. Eu sou o mar. É aí que muita coisa acontece. Não é que possa acontecer. Não é assim que funciona. Acontece. Não há potencial. As coisas são e pronto. Isto tudo dá-me esperança, mas, novamente, esta esperança, está na minha memória. Só quando esta esperança deixar de ser uma memória e deixar de se chamar ‘esperança’ para passar a chamar-se ‘isto’… ou nem isso sequer… é que as coisas são.

Eu quero que as coisas sejam. As coisas são. Tudo é, sempre.

 

The unconfortable

Let the unconfortable rise in you, so you can understand it and be free from it.

What means being being free from it?

Sometimes it means the unconfortable disapears.

Sometimes you just look at it with other eyes and know it doesn’t matter so much, even if it stays. (And eventualy it will disapear anyway, because you don’t give importance to it.)

 

The unconfortable:

  • something you want to hide
  • something that hurts
  • something you deny

Onde está o novo?

São os juices da moda, as dietas, os superalimentos, as selfies, os chakras e a espiritualidade, a crise e a corrupção, a música americana, as marcas de roupa, a bershka, a zara, a intimissimi, a parfois, a women secret, as pessoas, as modas delas, as roupas, as formas de andar, AS FORMAS DE FALAR, copiadas!, o ser social, o ser anti-social, o turismo, o empreendedorismo, o diferente, o especial, o revolucionário, as viagens e voltas ao mundo, as fotografias de viagens, as crónicas dos egos, o dizer certeiro e sem papas na língua, o ‘bom’, de boa qualidade, o ‘olha para mim’, como eu faço tão bem o que os outros são incapazes de fazer, o viver em stress, o viver o momento, os momentos especiais com os amigos, as vidas dos outros e os dramas socias, a minha vida e o drama da minha vida, starbucks e marcas gigantes que já enjoam, peças de indivíduos mas copiadas de tantos, tudo igual, os ramos de flores perfeitos, o acordar, o ir dormir, o acordar, o ir dormir, o que tenho que comer todos os dias, o sushi, o sashimi, as saladas, os biológicos, as embalagens, o vegetariano e o vegan, os estudos, as escolhas, o certo e o errado, as religiões antiquadas, os programas de culinária, aquilo a que temos de dar ouvidos, as críticas e os debates, os outros contra os outros, os outros contra mim e eu contra os outros, o delicado e o não delicado, o sensível e o insensível, os fados, o tradicional e o tradicional reinventado, a ciência absoluta e quadrada, os espiritualismos sensacionalistas, a música brasileira, a música indie, o zumba, o kizomba, o olhar pra fora é que é bom, o olhar pra dentro é que é bom, o sexo viciado, as sensações viciadas, as emoções repetidas e velhas, as emoções arrancadas à força, o saudável e o pouco saudável, a boa vida, o bom vinho, o à beira-mar, as boas paisagens, as musiquinhas tranquilas e ligeiras, tão ligeiras que até enjoa, o ‘gosto’ e o ‘não gosto’, o partilhar, a individualidade e o coletivo, a comunidade, a tranquilidade, a vontade de dizer tudo numa só palavra, a vontade de querer mostrar ao mundo o que sei, o que já sei, o que descobri, a falta de vontade, a humildade e a falta dela.

tudo isto me farta tanto. e repete-se tantas vezes, não é nada novo! nada! nada! nada! e o mundo vai assim sem saber como, mas repetido. sem saber como e, por isso, repetido. o mundo não sabe como ir.

como é possível não saber como? como é possível não querer saber?

e o pior é que a tendência é exponencial. o mundo está-se a fechar dentro dele próprio e um dia vai implodir. esse dia será sagrado e o facebook é o culpado. obrigada.

queremos ir atrás de quê? queremos provar o quê? queremos fugir de quê?

um dia o ‘novo de fora’ vai estar saturado e a novidade vai estar dentro, sem ser preciso remates e edições. a frescura vai nascer. e será espontânea. sem voltar atrás.

o mundo vai mudar tão depressa que vai parecer estagnado. só a frescura interior salva.

sem ‘querer’. sem ‘desejos’. sem ’esforço’. sem ‘memória’.

e já não queremos a ‘liberdade’ nem o ‘novo’, porque AQUILO existe agora, sempre.

é fácil.

 

(as janelas estão a abrir-se, toda a gente sabe de tudo, nada é mais escondido, nada é mais desconhecido, nada é novo! não haverá pel’o’ que buscar, pel’o’ que procurar) 😀

strange? no!! the ‘newness’ will born for the first time!