How not to be boring

Os principais pontos chave:

  • não existe ninguém realmente desinteressante
  • na verdade só existe falta de coragem e capacidade de concentração para mostrar aquilo que realmente somos

“Uma pessoa interessante é alguém que se tornou um ouvinte atento e auto-consciente e um correspondente confiável e honesto dos tremores do próprio coração e mente e que, por consequência, pode nos dar relatos fiéis da compaixão, drama e estranheza de estar vivo.”

Mas, como conseguir expressar o nosso ‘ser’ e a nossa ‘essência’?

O que nos faz, afinal, afastarmo-nos de nós próprios quando estamos com outros?

Há dois aspetos importantes que respondem à pergunta:

  • a maior parte das vezes falamos de coisas que achamos ser mais aceitáveis pelos outros. Normalmente falamos de factos externos mas esquecemo-nos e não temos coragem de falar de acontecimentos que mexeram realmente connosco. Não temos coragem de partilhar os nossos sentimentos em relação a esses acontecimentos.

Fazemos isso porque temos uma certa ideia do que é normal e digno e queremos à força encaixar nesses padrões. Sentimo-nos desconfortáveis e vulneráveis se formos um pouco mais além e não queremos correr o risco de sermos julgados negativamente pelos outros.

  • Ora, mesmo falando e sendo honestos sobre os nossos sentimentos, podemos ainda assim ser maçantes porque muitas vezes nos deixamos absorver tanto por eles que não somos capazes de dar um exemplo ou uma descrição clara da situação à pessoa para que ela perceba, de forma verdadeira e visceral, e se sinta ela própria imersa no acontecimento. Corremos assim o risco de sermos demasiado vagos.

Podemos tornar-nos chatos não porque não queiramos partilhar as nossas vidas mas porque não as conhecemos assim tão bem para o fazer.

🙂

Então, para se ser interessante e boa companhia basta apenas  ter direção, honestidade e foco.

“A pessoa que consideramos interessante é, em essência, alguém consciente do que todos desejamos profundamente das relações sociais, que é um vislumbre sem censura desse sonho curto que chamamos de vida pelos olhos de outra pessoa, e a confirmação de que não estamos completamente sozinhos com tudo que soa de mais desconcertante, peculiar e intenso em nós.”